EM COLETIVA DE IMPRENSA, Ricardo Vieira, diretor-executivo da Abecs, apresentou os resultados do setor de meios eletrônicos de pagamento no primeiro semestre do ano.

No período, R$ 876,4 bilhões foram transacionados nos cartões, um crescimento de 3% em comparação ao primeiro semestre de 2019. Os cartões de crédito foram responsáveis por R$ 540,4 bilhões transacionados (+0,8%); os de débito, por R$ 321,2 bilhões (+5%); e os prépagos, por R$ 14,7 bilhões (+68,4%).

Em quantidade, 10,5 bilhões de transações foram realizadas no semestre (aumento de 0,4%).

As transações cross border, no entanto, apresentaram redução. Os gastos de brasileiros no exterior caíram 49,4%, totalizando US$ 2,2 bilhões, e os gastos de estrangeiros no Brasil somaram US$ 1,3 bilhão, com queda de 41,6%.
SEGUNDO TRIMESTRE

Os números positivos do semestre apontam para o início da retomada do crescimento após a queda provocada pela crise do coronavírus.

No segundo trimestre de 2020, pela primeira vez na série histórica da Abecs, o volume transacionado com cartões teve queda (de -7,7%), totalizando R$ 400,7 bilhões.

Com alta penetração em segmentos fortemente afetados pela pandemia – como turismo, entretenimento e eletroeletrônicos –, o cartão de crédito foi o mais impactado, com queda de 11,9% e R$ 242,7 bilhões transacionados. O cartão de débito transacionou R$ 150,4 bilhões (-2,3%) e o pré-pago, R$ 7,6 bilhões (+59,6%).

É importante notar que o movimento de recuperação teve início no próprio trimestre. Depois do pico de queda das compras em abril, de 15,1%, os meses de maio e junho apresentaram quedas gradativamente menores, de 7% e 1,4%, respectivamente. Os cartões de débito e pré-pago terminaram o trimestre em patamares já próximos aos do pré-crise.

“Estamos revendo os modelos de projeção, mas continuamos firmes na convicção de que a indústria apresentará um crescimento positivo no ano”, afirmou Vieira.

AUXÍLIO EMERGENCIAL

Em maio e junho, o auxílio emergencial movimentou um volume adicional de R$ 4 bilhões em cartões de débito. O levantamento da Abecs optou por não computar esses valores em seu balanço, por se tratar de uma ocorrência atípica.

Consideradas essas transações, o resultado do trimestre seria de queda de 6,8% (em vez de 7,7%) em relação ao primeiro trimestre do ano passado, com R$ 404,7 bilhões transacionados. O crescimento do semestre, por sua vez, seria de 3,5% (não 3%).


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